A morte do papa Francisco nesta segunda-feira (21) coloca a Igreja Católica em um período conhecido como “Sé vacante”. Durante esta fase, o Vaticano dá início aos preparativos para o funeral do pontífice e para a escolha de um novo líder.
a Igreja seguirá uma série de ritos, com destaque para as cerimônias fúnebres de Francisco. As cerimônias começam já nas próximas horas desta segunda-feira, segundo anunciado pelo Vaticano. Os horários a seguir estão no horário de Brasília:
- 14h: missa de sufrágio do papa Francisco. Cerimônia ocorrerá na Basílica de São João de Latrão, em Roma, e será realizada pelo cardeal Baldo Reina.
- 14h30: Vaticano rezará o terço por Francisco na Praça de São Pedro.
- 15h: ritos de constatação da morte e deposição do corpo de Francisco no caixão. A cerimônia ocorrerá na capela privada do papa, na Capela de Santa Marta, e será presidida pelo camerlengo Farrell.
Francisco será enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, em vez da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A última vez que isso aconteceu foi em 1903, com o enterro do papa Leão XIII.
Possíveis sucessores ao papado:
- Pietro Parolin (Itália)
Atual secretário de Estado do Vaticano, é conhecido por sua ampla experiência diplomática e negociações em regiões como Oriente Médio e China. - Matteo Zuppi (Itália)
Arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, é próximo do Papa Francisco e atua em questões de paz, como no conflito na Ucrânia. - Pierbattista Pizzaballa (Itália)
Patriarca Latino de Jerusalém, reconhecido por seu trabalho no diálogo inter-religioso e na defesa da paz no Oriente Médio. - Jean-Marc Aveline (França)
Arcebispo de Marselha, engajado em questões migratórias e conhecido por sua dedicação ao diálogo entre religiões. - Péter Erdő (Hungria)
Arcebispo de Esztergom-Budapeste, de perfil conservador e sólida formação acadêmica. - José Tolentino de Mendonça (Portugal)
Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, com forte perfil intelectual e afinidade com o Papa Francisco. - Mario Grech (Malta)
Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, focado em questões de justiça social e diálogo inter-religioso. - Luis Antonio Tagle (Filipinas)
Arcebispo de Manila, defensor da justiça social, direitos humanos e do combate à pobreza. - Robert Francis Prevost (EUA)
Prefeito do Dicastério para os Bispos, membro da Ordem de Santo Agostinho e gestor de nomeações episcopais. - Wilton Gregory (EUA)
Primeiro cardeal afro-americano, atua em Washington D.C. e é comprometido com igualdade racial e combate às mudanças climáticas. - Blase Cupich (EUA)
Arcebispo de Chicago, com forte ênfase em inclusão e atenção às necessidades dos marginalizados. - Fridolin Ambongo Besungu (República Democrática do Congo)
Arcebispo de Kinshasa, defensor da paz e justiça social na África. - Leonardo Ulrich Steiner (Brasil)
Primeiro cardeal da Amazônia brasileira, engajado na proteção do meio ambiente e dos povos amazônicos. - Sérgio da Rocha (Brasil)
Arcebispo e teólogo, conhecido por sua dedicação pastoral e formação de novos sacerdotes.
A escolha do próximo Papa será crucial para definir os rumos da Igreja nos próximos anos, em um mundo em constante transformação
