Morreu neste sábado (30) o escritor e cronista Luis Fernando Verissimo. Ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).

Por meio de uma nota, a unidade de saúde confirmou a causa da morte do escritor. “O Hospital Moinhos de Vento (RS) comunica o falecimento do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, às 00h40 deste sábado (30), devido a complicações decorrentes de uma pneumonia”, diz o comunicado.

O escritor gaúcho, nascido em Porto Alegre em 26 de setembro de 1936, enfrentava há anos uma série de complicações de saúde que incluíam a doença de Parkinson, sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido em 2021, além de problemas cardíacos.

Ao fim da vida, enfrentava dificuldades de fala e as poucas palavras que ainda balbuciava, eram em inglês, conforme relato de Lúcia Verissimo, de 81 anos e esposa do escritor por 61 deles, à Folha de S.Paulo.

Verissimo era filho do famoso escritor Erico Verissimo, e casado desde 1964 com Lucia Helena Massa. Juntos, tiveram três filhos: Pedro, Fernanda e Mariana.

Considerado um dos escritores mais lidos e populares do país, Verissimo ficou conhecido pelo humor refinado e ironia sofisticada, tendo conquistado os leitores com suas crônicas, contos e romances, transformando o dia a dia em reflexões.

O escritor iniciou a carreira como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre, em 1966. Ao longo da vida, também foi colunista dos jornais Zero Hora e O Estado de São Paulo. Com mais de 70 livros publicados, Luis Fernando Verissimo vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares.

Durante sua extensa carreira, o escritor construiu um vasto legado com mais de 70 livros publicados e 5,6 milhões de cópias vendidas.

Sua produção literária abrangeu gêneros diversos, desde crônicas humorísticas até contos e romances que retrataram com graça e maestria o cotidiano brasileiro.

Além dos livros publicados, Verissimo também teve presença cativa na imprensa nacional, colaborando como colunista em veículos como O Estado de S.Paulo, O Globo, Veja e Zero Hora.

Entre as principais obras do escritor, estão O Analista de Bagé (1981), A Grande Mulher Nua (1975), Ed Mort e Outras Histórias (1979), O Santinho (1991) e Comédias da Vida Privada (1994), livro de crônicas que foi adaptado para uma série de televisão pela Rede Globo, entre 1996 e 1997.

Conhecido por seu posicionamento político de esquerda, Verissimo foi um duro crítico do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sempre elogiou os primeiros governos petistas pela inclusão social e diminuição da desigualdade no Brasil.

Ele também defendia que “todo mundo deve ter lado, e deixar claro qual é”.

“Talvez ingenuamente, eu não entendo como uma pessoa que enxerga o país à sua volta, vive suas desigualdades e sabe a causa das suas misérias pode não ser de esquerda. Ser de esquerda não é uma opção, é uma decorrência”, disse o escritor, em entrevista à Folha de S.Paulo em 2020.

Além de sua prolífica carreira como escritor e cronista, Verissimo teve uma significativa participação na televisão brasileira, com trabalhos como roteirista e criador de séries de sucesso.

Na rede Globo, foi redator de programas como Planeta dos homensViva o gordo e TV Pirata.

Mas seu maior sucesso nas telas veio com A Comédia da Vida Privada, série de 21 episódios, exibida pela Globo entre 1995 e 1997.

Criada por Jorge Furtado e Guel Arraes, teve roteiros de grandes nomes Pedro Cardoso, Fernanda Young, Guel Arraes e do próprio Verissimo, que teve suas crônicas adaptadas e também escreveu roteiros originais para alguns episódios.

Exibida às terça-férias, a série tinha como enredo histórias do cotidiano de pessoas da classe média brasileira, com um estelar elenco de mestre da comédia nacional, como Marco Nanini, Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Marieta Severo, Andréa Beltrão, Luiz Fernando Guimarães, entre outros.

“Diálogos ágeis e engraçados, edição rápida, efeitos eletrônicos e interpretação teatral de texto baseado na obra do escritor Luis Fernando Verissimo fazem o sucesso do programa. Mesmo que muitos dos termos e situações abordadas estejam há muito fora de circulação. Ou talvez por isso mesmo”, escreveu a crítica Esther Hamburger sobre a série.

Além de sua prolífica carreira como escritor e cronista, Verissimo teve uma significativa participação na televisão brasileira, com trabalhos como roteirista e criador de séries de sucesso.

Na rede Globo, foi redator de programas como Planeta dos homensViva o gordo e TV Pirata.

Mas seu maior sucesso nas telas veio com A Comédia da Vida Privada, série de 21 episódios, exibida pela Globo entre 1995 e 1997.

Criada por Jorge Furtado e Guel Arraes, teve roteiros de grandes nomes Pedro Cardoso, Fernanda Young, Guel Arraes e do próprio Verissimo, que teve suas crônicas adaptadas e também escreveu roteiros originais para alguns episódios.

Exibida às terça-férias, a série tinha como enredo histórias do cotidiano de pessoas da classe média brasileira, com um estelar elenco de mestre da comédia nacional, como Marco Nanini, Pedro Cardoso, Fernanda Torres, Marieta Severo, Andréa Beltrão, Luiz Fernando Guimarães, entre outros.

“Diálogos ágeis e engraçados, edição rápida, efeitos eletrônicos e interpretação teatral de texto baseado na obra do escritor Luis Fernando Verissimo fazem o sucesso do programa. Mesmo que muitos dos termos e situações abordadas estejam há muito fora de circulação. Ou talvez por isso mesmo”, escreveu a crítica Esther Hamburger sobre a série.

*Redação com CNN