Estudo revela gasto anual de R$ 20 bilhões com remunerações acima do teto constitucional, 21 vezes maior que o da Argentina

O Brasil aparece como o país que mais gasta com supersalários no setor público entre 12 nações analisadas em pesquisa realizada pelo Movimento Pessoas à Frente e pela República.org. O levantamento, que comparou dados de agosto de 2024 a julho de 2025, mostra que o país desembolsou R$ 20 bilhões em remunerações acima do teto constitucional de R$ 46.366,19 — valor que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Enquanto países como Alemanha, França e Reino Unido mantêm gastos controlados com remunerações públicas, o Brasil se destaca negativamente. Os supersalários pagos a servidores ativos e inativos não apenas desafiam o teto constitucional, mas também representam um custo bilionário para os cofres públicos. Com R$ 20 bilhões anuais, o país gasta 21 vezes mais que a Argentina, segunda colocada no ranking.”

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Brasil lidera ranking mundial de supersalários no serviço público 3

O estudo comparou o Brasil com 10 países: Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, França, Itália, México, Portugal e Reino Unido.

  • O gasto brasileiro é 21 vezes maior que o da Argentina, segunda colocada.
  • Nenhum dos países analisados chega perto da magnitude brasileira.
  • Em nações como Alemanha, França e Reino Unido, os mecanismos de controle são mais rígidos, evitando distorções salariais.

Carreiras com maior impacto

  • Magistratura: R$ 11,5 bilhões.
  • Ministério Público: R$ 3,2 bilhões.
  • Executivo Federal: R$ 4 bilhões.

Essas três áreas concentram a maior parte dos supersalários, revelando que o problema não é generalizado, mas localizado em carreiras específicas.

O estudo reacende discussões sobre a equidade no serviço público e a necessidade de reformas administrativas. Especialistas apontam que quase 40 mil servidores estão entre o 1% mais rico da população, reforçando desigualdades e pressionando as contas públicas.

O Brasil lidera com folga o ranking internacional de supersalários, evidenciando uma distorção estrutural no sistema de remuneração pública. A pesquisa sugere que enfrentar esse problema é essencial para garantir maior justiça e eficiência no gasto público.

Enquanto o Brasil gasta R$ 20 bilhões, a Argentina aparece com apenas R$ 950 milhões. A diferença reforça o impacto da pesquisa e pode ser usada como destaque em matérias digitais ou impressas.

O levantamento reforça a urgência de reformas administrativas e de maior transparência nos gastos públicos. O Brasil lidera um ranking que nenhum país gostaria de ocupar: o de maior gasto com supersalários no mundo.