Brasília (DF) – O governo federal anunciou que, a partir de janeiro de 2026, o salário mínimo passa a ser de R$ 1.621, representando um reajuste de 6,79% sobre o valor anterior (R$ 1.518). O aumento supera a inflação medida pelo INPC, que foi de 4,18% em 2025, garantindo ganho real aos trabalhadores.

Além disso, entrou em vigor a nova regra de isenção do Imposto de Renda (IR): contribuintes com renda mensal de até R$ 5.000 ficam totalmente isentos. Para rendimentos entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá descontos progressivos, ampliando o alcance da medida.

Impactos do reajuste

  • Trabalhadores formais: Piso salarial atualizado em contratos e folhas de pagamento.
  • Aposentados e pensionistas: Benefícios vinculados ao mínimo também sobem automaticamente.
  • Programas sociais: Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros passam a seguir o novo valor.

Imposto de Renda

  • Isenção total: Até R$ 5.000 mensais.
  • Isenção parcial: Até R$ 7.350, com descontos progressivos.
  • Beneficiados: Estimativa de 15 a 16 milhões de brasileiros terão aumento direto na renda líquida.
  • Custo fiscal: Impacto de cerca de R$ 31,2 bilhões, compensado por medidas de tributação sobre altas rendas e remessas ao exterior.

Especialistas alertam que, embora as medidas aumentem o poder de compra da população, o controle da inflação será essencial para que os ganhos reais não sejam neutralizados ao longo do ano.