O Imazon divulgou nesta quarta-feira (20/05/2026) o ranking nacional de qualidade de vida (IPS Brasil 2026). Gavião Peixoto (SP) aparece pelo terceiro ano consecutivo como a cidade com melhor qualidade de vida, enquanto Uiramutã (RR) ocupa a última posição. Curitiba lidera entre as capitais.
O cálculo é feito pelo Índice de Progresso Social (IPS), que mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas.
- Índice de Progresso Social (IPS): mede qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais.
- Fontes de dados: IBGE, DataSUS, Inep, MapBiomas.
- Critério: avalia resultados concretos (saúde, educação, meio ambiente, oportunidades), não apenas riqueza ou investimentos.
O ranking evidencia uma forte concentração de bons resultados nas regiões Sul e Sudeste, que abrigam 19 das 20 cidades mais bem avaliadas. Já o Norte e Nordeste concentram 18 das 20 piores colocações, revelando disparidades históricas no acesso a serviços básicos e infraestrutura. A média nacional ficou em 63,40 pontos, indicando avanços modestos em relação ao ano anterior.
Em Mato Grosso, por exemplo, a capital Cuiabá obteve 62,9 pontos, posicionando-se de forma intermediária no ranking. Outros polos urbanos importantes, como Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Lucas do Rio Verde, também figuram em faixas semelhantes, sustentados por indicadores de educação, saúde e infraestrutura. Esses municípios se beneficiam da força econômica do agronegócio, que impulsiona renda e oportunidades.
Na outra ponta, cidades como Colniza, Aripuanã e Juara aparecem entre os piores desempenhos do estado, com índices abaixo de 52 pontos. Nessas localidades, os problemas mais graves estão relacionados à falta de saneamento básico, baixa cobertura de serviços de saúde e impactos ambientais decorrentes do desmatamento e da expansão da fronteira agrícola.
A média estadual de Mato Grosso ficou em 59,8 pontos, abaixo da média nacional de 63,4. O resultado evidencia a desigualdade interna: enquanto o eixo agrícola apresenta avanços, os municípios da Amazônia mato-grossense continuam vulneráveis. Para os pesquisadores, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas para reduzir disparidades regionais e garantir acesso equitativo a serviços essenciais.
O estudo indica que Cuiabá tem avanços em educação e infraestrutura urbana, mas enfrenta desafios persistentes em saneamento básico e saúde pública, fatores que limitam seu desempenho. Apesar disso, o resultado da capital é superior ao de cidades vizinhas que sofrem com problemas estruturais mais graves, como Colniza e Aripuanã, que ficaram abaixo de 52 pontos.
Para os pesquisadores, o desempenho de Cuiabá reflete o contraste típico de Mato Grosso: polos urbanos e agrícolas com indicadores próximos da média nacional convivem com municípios da floresta pressionados por desigualdades sociais e impactos ambientais. O ranking reforça que, embora a capital tenha condições de avançar, será necessário investir em políticas públicas voltadas para reduzir disparidades internas e ampliar o acesso a serviços essenciais.
