A execução de quatro traficantes na noite seguinte aos assassinatos de três médicos em um quiosque na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, reforça a hipótese de os ortopedistas terem sido baleados no início da madrugada de quinta-feira (5) porque um deles foi confundido com um miliciano.

Uma das principais linhas de investigação é a de que o ortopedista baiano Perseu Ribeiro Almeida, de 33 anos, foi confundido com Taillon de Alcantara Pereira Barbosa, 26, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de integrar a milícia de Rio das Pedras. 

Taillon foi preso em dezembro de 2020, numa operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP. Foi condenado em julho do ano passado a 8 anos e 4 meses de prisão por organização criminosa. Ficou preso até março deste ano, quando foi para prisão domiciliar, graças à decisão da Vara de Execuções Penais. No último dia 29, ganhou liberdade condicional. 

A família de Taillon tem longa relação com milícias cariocas. Ele é filho de Dalmir Pereira Barbosa, o Barriga, apontado pelo MP do Rio de Janeiro como um dos principais chefes de uma milícia da Zona Oeste. Expulso da Polícia Militar do Rio por causa de crimes, foi citado na CPI das Milícias em 2008 como um dos milicianos líderes de Rio das Pedras. 

Com informações do portal O Tempo