Por FRANKES MARCIO BATISTA SIQUEIRA.
As raízes do conflito Árabes x Judeus remonta aos tempos bíblicos entre os filhos do patriarca Abraão da Bíblia, de onde surgiu Ismael pai dos Árabes e Isaque pai dos Judeus.
Do povo Árabe surge numerosa e cada vez mais influente religião que temos que é o Islamismo e dos Judeus surge o Judaísmo.
Essas duas religiões somadas ao Cristianismo são as mais importantes religiões monoteístas do mundo moderno, e todas elas têm fortes laços históricos na região da Palestina.
A Organização das Nações Unidas (ONU) em 1947 institui no papel dois Estados
nações na Palestina; um Estado para o povo Judeu denominado Israel e um para o
povo Árabe chamado de Palestina, sendo que Jerusalém a cidade eterna seria
considerada uma cidade internacional, fora do controle absoluto de qualquer povo.
Infelizmente esse arranjo Geopolítico nunca funcionou nos ditames propostos pela ONU, desencadeando vários conflitos de tomada de territórios, plano foi aceito pelos israelenses, mas não pelos árabes, que o consideraram uma perda de territórios. É por isso que nunca foi implementado.
Os Árabes islâmicos que nasceram na região da Palestina denominados de Palestinos nunca puderam ter sua pátria e por isso criaram a organização denominada de Organização Para Libertação da Palestina em 1964, que desde então faz a luta armada para ter dois espaços a Cisjordânia e Faixa de Gaza como seu para formar o seu país de fato.
Na década de 1980 após inúmeros embates que vitimaram principalmente palestinos, surgiu na Faixa de Gaza um grupo denominado Hamas – Movimento de Resistência Islâmica, um grupo radical de origem étnica e religiosa que prega a extinção do Estado de Israel.
A organização de Hamas é tão grande que além do braço armado também tem o braço político, pois eles controlam a política na faixa de Gaza com apoio da maioria dos mais de 2 milhões de palestinos que habitam.
Para conter o avanço de incursões terroristas em Israel o governo israelense vem construindo barreiras físicas entre palestinos e israelenses desde anos 2000, confinando os palestinos em verdadeiros currais cercados de muros, arames e forças do exército de Israel.
Essas barreiras aumentaram as tensões políticas na região com constantes ameaças e fechamento de barreiras entre os dois povos, esse conflito entre palestinos e israelenses, que se estende por pelo menos sete décadas, atingiu uma tensão sem precedentes nos últimos anos.
Para surpresa global no dia 07 de Outubro de 2023 o Hamas fez um ataque surpresa a Israel que conseguiu ultrapassar as barreiras impostas por terra, mar, ar e pela primeira vez os terroristas do Hamas usaram parapentes para transpor as barreiras e atacar.
O ataque além de matar civis e soldados Israelenses tinha por objetivo fazer sequestros de cidadãos de Israel e os levar para a faixa de Gaza.
Não temos ao certo o número de pessoas sequestradas, no entanto sabemos que essas pessoas serão usadas como escudos humanos e moeda de troca de presos no final do conflito.
As forças de Israel foram pegas de surpresa, e algo semelhante só havia acontecido em 06 de outubro de 1973, a exatos 50 anos atrás na batalha denominada de Yom Kippur (dia do perdão) feriado religioso em Israel.
Na época o embate durou 18 dias em deixou mais de 20 mil mortos. O próprio partido Likud do atual premie israelense Benjamin Netanyahu de extrema direita surgiu em uma crítica a fragilidade de Israel de receber um ataque surpresa no Yom Kippur.
As forças de segurança, monitoramento e espionagem de Israel não conseguiram prever o atual ataque surpresa, por conta disso após o conflito Netanyahu terá dificuldades de se
manter no poder político de Israel.
Não sabemos quanto tempo durará o atual conflito, mas uma coisa é certa teremos milhares de mortos pois nas primeiras horas do confronto mais de mil pessoas já perderam suas vidas.
Esse é mais um capítulo da sangrenta e imbricada relação Geopolítica do Oriente Médio e com certeza a instabilidade na região irá reverberar nas mais diferentes relações econômicas, sociais, culturais e diferentes espaços da Terra.
*Por FRANKES MARCIO BATISTA SIQUEIRA
*Edição: Maria Christina Jornalista

