Neste domingo (5), o empresário Daniel Noboa, de 35 anos,da Acción Democrática Nacional (Ação Democrática Nacional, na tradução), foi eleito o novo presidente do Equador.

A vitória de Noboa, que desbancou a favorita nas pesquisas e será o líder mais jovem da história do país, colocou também ponto final na violenta campanha eleitoral equatoriana, marcada pelo assassinato de um dos candidatos, ameaças do narcotráfico e um forte esquema de segurança para as votações.

O próprio Noboa foi votar no domingo usando colete à prova de balas, como fizeram candidatos no primeiro turno.

Nascido em Guayaquil, o presidente eleito é ex-deputado e filho do multimilionário Álvaro Noboa, magnata do setor de bananas que se candidatou várias vezes à Presidência sem sucesso.

É ex-deputado. Ele presidiu a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Produtivo e Projetos de Microempresa. Foi eleito para o cargo legislativo como representante da província de Santa Elena.

Noboa é formado em Administração de Empresas pela Stern School of Business, da Universidade de Nova York. Tem mestrados em Administração Pública e de Empresas, pela Kellogg School of Management; de Comunicação Política e Governança Estratégica, pela Universidade George Washingon, e um terceiro na Universidade de Harvard.

Próximo ao fim da apuração das urnas, Noboa afirmou que “o povo equatoriano venceu”, a jornalistas em Guayaquil. “O candidato jovem, do povo que busca esperança, que quer mudar o Equador, triunfou.”

Noboa concentrou sua campanha na criação de empregos, incentivos fiscais para novos negócios e sentenças de prisão por evasão fiscal grave.

Ele formou seu próprio partido e prometeu atrair investimentos estrangeiros e criar empregos, principalmente para os jovens.

Segundo autoridades eleitorais, Noboa saiu vencedor com 52% dos votos, desbancando Luisa González, candidata do ex-presidente Rafael Correa e apontada como favorita nas principais pesquisas. González, que angariou 48% dos votos, reconheceu a derrota.