Problema causa perda de movimentos e de sensibilidade do membro superior, com risco de sequelas definitivas; no mês em que se celebra o Dia do Motociclista, Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão explica questão e reforça prevenção
O número expressivo de acidentes de motocicleta no país continua preocupando autoridades e especialistas. Em 2025, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 72.529 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, que resultaram em 6.043 mortes e 83.550 feridos. Embora tenha havido uma leve redução no total de acidentes e óbitos em relação ao ano anterior, os motociclistas seguem entre as principais vítimas do trânsito. Dados da PRF mostram que, entre 2023 e 2024, as mortes de ocupantes de motocicletas cresceram 14,2%, e, apenas no primeiro semestre de 2025, esse indicador voltou a apresentar aumento, ainda que discreto, reforçando a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização.
Neste mês, a data de 27 de julho celebra o Dia Nacional dos Motociclistas, conforme a Lei 15.006/2024. A ocasião tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os riscos enfrentados por motociclistas e reduzir o número de acidentes no trânsito. Uma das lesões mais complexas e considerada pouco conhecida pelo público em geral é a do plexo braquial, com cerca de 70% dos casos estão relacionados a esse tipo de ocorrência. A estrutura nervosa é localizada na região cervical e torácica, responsável pela movimentação e sensibilidade dos braços e mãos. Esse tipo de trauma ocorre, na maioria das vezes, em colisões de alta energia e pode gerar sequelas graves e permanentes, comprometendo diretamente a qualidade de vida e a capacidade laboral das vítimas.
“As lesões do plexo braquial são de alta complexidade e exigem centros especializados para garantir o melhor resultado possível aos pacientes”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania.
O tratamento, na maioria das vezes, inclui cirurgias reconstrutivas com enxertos ou transferências nervosas, além de fisioterapia intensiva e acompanhamento multidisciplinar. A reabilitação pode levar meses ou até anos, exigindo grande dedicação do paciente. O tempo de resposta também é decisivo. “Quando diagnosticada e tratada de forma precoce, a lesão do plexo braquial apresenta melhores chances de recuperação, o que impacta diretamente na qualidade de vida do paciente”, salienta.
Além do impacto clínico, há forte repercussão social e econômica. A maioria das vítimas são adultos jovens, em idade produtiva, que após o trauma ficam afastados do trabalho, enfrentam limitações permanentes e demandam suporte prolongado da saúde pública e da previdência social.
“O tratamento da lesão do plexo braquial é uma jornada que exige tempo, persistência e uma equipe preparada para acompanhar cada fase da recuperação. O objetivo final vai além do movimento: é ajudar o paciente a recuperar independência e qualidade de vida. Mas a prevenção continua sendo o caminho mais importante, especialmente com a adoção de medidas de segurança no trânsito que podem evitar traumas graves e suas consequências”, conclui.
Sobre a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão
A SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão), fundada em 1959, congrega médicos especialistas em Cirurgia da Mão e Reconstrutiva do Membro Superior. A instituição promove a formação de profissionais, além de fornecer condições para atualização permanente, sob a forma de ensino, pesquisa, educação continuada, desenvolvimento cultural e defesa profissional. Mais informações em www.cirurgiadamao.org.br.
Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão (SBCM)
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