A brasileira ouviu falar pela primeira vez do grupo em 2012 — na época, ela tinha 15 anos e morava nos Estados Unidos. “Eu tinha uma conta no Twitter (atual X) e vi várias pessoas postando sobre esses meninos, então fui procurar”, conta a jovem. Esse foi o “gatilho” para a “obsessão” de adolescente começar.

O Midnight Red é uma boyband estadunidense que não ficou tão popular no Brasil. Ainda assim, chegou a se apresentar em São Paulo no Z Festival de 2014 ao lado de Fifth Harmony e Austin Mahone, ídolos teens daquele momento. Em sua terra natal, eles ainda fizeram o ato de abertura na turnê NKOTBSB Tour, que juntou os veteranos do New Kids on the Block e Backstreet Boys.
Toda vez que faziam um show em Nova York, inclusive, Natália implorava para sua mãe a levar. “Acabei indo a dois, tirei fotos, peguei autógrafos e, claro, tinha pôsteres espalhados pelo quarto. Eu tinha tudo relacionado a eles”, diz a jovem, que também revela: “Mandava mensagens todos os dias nas redes sociais pedindo para eles casarem comigo.”
Ela conseguiu conversar cara a cara com os garotos antes de um desses concertos, só que o encontro não foi como esperado. “Eu só conseguia chorar, era uma criança na época, super envergonhada, sabe?”.
Natália voltou para o Brasil no ano seguinte e deixou a fase de fangirl passar. “Sabia que não os veria mais, mas aí a banda acabou terminando depois de uns anos. Depois, parei de seguir no Twitter e meio que esqueci deles”, confessa.
O reencontro anos mais tarde
Os sentimentos da carioca com o Midnight Red vieram à tona novamente quando um dos ex-membros, Eric Secharia, a seguiu no Instagram no ano passado — mesmo sem ela ter seguido o cantor antes. “Na hora voltou tudo o que eu sentia pela banda. Fiquei obcecada de novo”.
Natália Corso passou a conversar com Eric pela rede social, uma vez que ele mesmo respondia os Stories da comissária de bordo. “Percebi que não fui reconhecida quando ele me seguiu, porque achei que talvez poderia se lembrar de mim dos anos anteriores”, observou.
Após alguns meses de conversa, o primeiro date foi marcado: os dois se reencontraram em Barcelona, na Espanha, onde passaram um dia inteiro juntos. “O Eric ia viajar para a Europa e sabe que sou comissária de bordo. Então, ele falou que se eu tivesse algum voo para lá, queria me encontrar. Passei dias tentando trocar a minha escala para conseguir ir para a Europa”, conta Natália, aos risos.
“Eu estava super nervosa, suando quando o conheci, mas ele é tão tranquilo que acabou sendo quase sobrenatural. Me deixou super à vontade, mesmo sem saber que eu era obcecada por ele”.
De início, a brasileira não assumiu que já o conhecia. Esse momento, inclusive, trouxe algumas interações engraçadas: ele fazia comentários sobre ter estado numa banda e Natália disfarçava. “O tempo inteiro eu falava: ‘Nossa, sério? Me conta mais. Sendo que eu já sabia até o nome da mãe dele”, brinca.
A grande revelação da brasileira veio apenas no fim do dia: “Meus amigos me diziam que estava ficando estranho ficar com o rapaz sem contar que já sabia quem ele era. Mas o Eric foi super de boa. Pediu desculpas na hora por não se lembrar de mim e disse que se sentiu mal por isso. Eu respondi: ‘Graças a Deus você não lembrava, senão eu nem ia estar aqui!'”.
O casamento no civil
Depois de mais dois encontros pela Europa, o cantor precisava voltar para os Estados Unidos. Natália, no entanto, fez uma contraproposta: “Sugeri dele vir para Dubai (onde mora atualmente) primeiro, ficar umas duas semanas comigo, e depois ir embora. Ele aceitou e passamos mais um tempo juntos.”
Ao chegar a hora de Eric realmente ter que voar para seu país natal, os dois decidiram que era melhor terminar o que estavam tendo. “Eu não iria me mudar para lá e ele também não se mudaria para cá, e não queríamos um relacionamento à distância”, justifica.
“Mas ele voltou para os Estados Unidos e, depois de umas três semanas, me ligou dizendo que não queria ficar longe de mim e que estava disposto a se mudar para Dubai para fazer o relacionamento dar certo”.
Entre idas e vindas antes da mudança oficial do músico, o casal resolveu se casar em novembro de 2023 no civil para “facilitar o processo”. “A gente pretende ficar em Dubai pelo menos uns quatro anos para comprar um apartamento e depois disso passar um ano ou dois anos só viajando, conhecendo o mundo. Depois, queremos voltar para o Rio de Janeiro ou para Los Angeles para começar nossa família”.
Com um ano e meio de relacionamento, a brasileira ainda “não tem palavras para descrever a situação”. “Até minha família e meus amigos mais próximos já o conheciam de tão fã que eu era. Ninguém acreditava que realmente estava acontecendo tudo isso, nem eu mesma”, finaliza.
*Fonte: Revista Marie Claire
