Guia Brasileiro de Ocupações, documento oficial que cataloga e define as profissões reconhecidas no Brasil, adicionou 19 profissões à sua lista. As novas ocupações refletem a diversidade e a complexidade do mercado de trabalho contemporâneo.

Destaca-se algumas delas pelo ineditismo e pela associação com as necessidades da população.

É o caso do Ufólogo, cujo reconhecimento profissional torna o Brasil pioneiro na formalização dessa atividade.

A Ufologia estuda assuntos referentes aos objetos voadores não identificados e há muito tempo desperta curiosidade e debate, com uma comunidade de estudiosos e entusiastas que agora veem sua dedicação reconhecida oficialmente.

Esta inclusão não apenas legitima a prática da Ufologia como uma disciplina séria e válida, mas também sublinha a importância de investigar fenômenos ainda não totalmente compreendidos pela ciência convencional.

Terapeuta Holístico é outra profissão que foi incluída no GBO, assim como as suas derivações como os profissionais que ensinam Reiki, Meditação, Ioga e Biodança.

A inclusão de terapeutas holísticos e outros profissionais ligados ao bem-estar e à saúde mental evidencia um reconhecimento crescente da importância do equilíbrio emocional e espiritual no contexto atual, onde o estresse e a ansiedade são desafios cotidianos para muitos.

Segundo o Ministério da Saúde, as ocupações acima integram a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, de acordo com a Portaria n° 849, de 2017.

As 19 novas profissões são:

  • terapeuta reiki
  • instrutor de ioga
  • instrutor de meditação
  • facilitador de biodança
  • facilitador de grupos de movimento
  • condutor escolar terrestre
  • lactarista
  • brinquedista
  • condutor de cães domésticos
  • monitor de animais domésticos
  • instrutor de mobilidade com cães-guia
  • biólogo em meio ambiente e diversidade
  • biólogo em saúde
  • ergonomista
  • hidrojatista
  • ufólogo
  • analista de sucesso do cliente
  • analista de experiência do cliente
  • confeccionador de perucas

O Brasil possui atualmente cerca de 53 milhões de vínculos formais de trabalho distribuídos em mais de 2 mil ocupações.

A entrada na Classificação Brasileira de Ocupações é o primeiro passo para que profissionais e instituições busquem maior reconhecimento e organização da profissão. A identificação inicial tem fins classificatórios para registros administrativos, mas não pode ser confundida com a regulamentação da profissão, que sempre é realizada por meio de lei no Congresso Nacional.

Redação com Portal Primeira Página