Eliza chegou ao Brasil em 2 de novembro de 2007, munida da ARB, que foi recolhida pela Polícia Federal ainda no aeroporto.

Lisboa/Belém (PA) – O caso Eliza Samudio, que chocou o Brasil em 2010, voltou a ganhar repercussão internacional após o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmar o recebimento de um passaporte em nome da modelo. O documento foi localizado em um apartamento em Portugal e entregue às autoridades brasileiras.
Segundo o Itamaraty, o passaporte está cancelado e expirado, não registra saída de Portugal e será encaminhado para Brasília, ficando à disposição da família.

A descoberta levantou especulações nas redes sociais sobre a possibilidade de Eliza estar viva. No entanto, familiares e representantes legais foram enfáticos: não há qualquer indício de que a modelo esteja viva. “Não temos paz. Essa notícia é uma crueldade com a mãe de Eliza e com o filho dela”, declarou a mãe da modelo.O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado como mandante do crime.

O corpo da vítima nunca foi encontrado, mas em 2013 foi emitida a certidão de óbito. O filho de Eliza, Bruninho, hoje adolescente, vive com a avó materna.

A família pede investigação sobre como o documento foi parar em Portugal. Itamaraty confirmou que o passaporte será mantido em Brasília e entregue à família.

O achado do passaporte reacende a memória de um dos crimes mais emblemáticos do Brasil, mas não altera o status jurídico do caso. Para especialistas, o documento pode ter sido extraviado ou deixado em Portugal em circunstâncias ainda não esclarecidas.

O homem, que preferiu não se identificar, disse ter encontrado um passaporte de Eliza Samudio no fim de 2025, em uma estante. O caso foi revelado pelo portal LeoDias. Segundo informações, o documento foi deixado em um apartamento de aluguel, em Portugal, entre livros em uma estante.

Atualmente, o imóvel é ocupado pelo homem, por sua esposa e pela filha do casal. A casa também é compartilhada com uma senhora e um homem jovem. Segundo ele, essas duas pessoas não são de sua família e alugaram um espaço no mesmo apartamento.

Ele revelou que descobriu o passaporte de Eliza Samudio ao voltar para casa após uma temporada de trabalho. O homem disse que ficou curioso com um dos livros dispostos na sala compartilhada. “Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa que foi um caso que teve grande repercussão no Brasil e no mundo inteiro, fiquei em choque; pela foto, eu já sabia de quem era, quem era a dona. (…) Lá estava, em cima de um livro, visível, esse documento”, revelou.

De acordo com fontes do Itamaraty, Eliza conseguiu sair de Portugal sem o documento, em 2 de novembro de 2007, por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), que é emitida por consulados brasileiros no exterior.

Redação com Metrópoles