O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), foi atacado nas redes sociais pelo ex-deputado federal Jean Wyllys (PT).

O ataque de Wyllys, um ativista igualmente gay, ao governador gaúcho conclui não ser aceitável que Eduardo Leite tome a mesma medida esperada de “governadores heterossexuais de direita e extrema-direita”, diante da decisão do governo de Lula (PT) de acabar com o  Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim), que financiava as escolas desde o governo de Jair Bolsonaro (PL).

Wyllys chamou Leite de “gay com homofobia internalizada” e o governador rebateu “manifestação deprimente. Lamento sua ignorância”.

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Eduardo Leite é atacado por ser gay e manter escolas cívico-militares: ‘Deprimente’ 3

O comentário foi rebatido pelo governador. “Manifestação deprimente e cheia de preconceitos em incontáveis direções e que em nada contribui para construir uma sociedade com mais respeito e tolerância. Jean Wyllys, eu lamento a sua ignorância”, respondeu Leite.

O governo de Eduardo Leite expôs elementos técnicos ao justificar a decisão de manter as escolas cívico-militares educando estudantes gaúchos, diante da avaliação positiva recebida da comunidade escolar.

Apesar da tentativa de desmonte do presidente Lula (PT), 19 governos estaduais já decidiram que vão manter as escolas cívico-militares que ele mandou acabar no âmbito federal. Na lista estão inclusive Estados governados por aliados do petista: Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Paraíba e Espírito Santo. 

No começo de julho, o ex-deputado voltou ao Brasil. Ele passou quatro anos morando no exterior por causa de ameaças de morte que sofreu no País. Embora tenha sido reeleito para o seu terceiro mandato, em janeiro de 2019, nas primeiras semanas do governo de Jair Bolsonaro (PL), ele desistiu de tomar posse e foi para o exterior.