Javier Milei,presidente eleito da Argentina que tomará posse em 10 de dezembro,mantém seus planos de uma terapia de “choque” econômico para solucionar a creise do país, desde a inflação de três dígitos até o aumento da pobreza e a escassez de reservas em moeda estrangeira.

Em entrevista nesta de terça-feira, Milei disse que seu governo, terá que fazer cortes profundos nos gastos, algo que ele prometeu na campanha como parte de um plano de “motosserra” para reduzir os gastos do Estado.

“Não há dinheiro. Não há dinheiro”, disse Milei ao meio de comunicação local Neura Media. “Se não fizermos um ajuste fiscal, caminharemos para uma hiperinflação. Teremos hiperinflação e teremos 95% de pobreza e 70% ou 80% de sem- tetos.”

A segunda maior economia da América do Sul, está lutando contra uma inflação anual de 143% e reservas líquidas do banco central estimadas em um saldo negativo de 10 bilhões de dólares. Mais de dois quintos da população está na pobreza.

“O equilíbrio fiscal não é negociável. O equilíbrio fiscal não está em debate. Eu demitirei o ministro que gastar demais.”

Milei

O autodenominado anarcocapitalista Milei, dividiu fortemente a opinião na Argentina e em outros países com planos de dolarizar a economia e fechar o banco central, disse que limitará o tamanho do Estado e teria um equilíbrio fiscal até o final de 2024.

“Farei um ajuste de choque e colocarei a economia em equilíbrio fiscal. Como me comprometi a não aumentar impostos, isso significa que farei isso cortando gastos”, disse ele. Ele acrescentou que isso pode significar meses muito difíceis para o país.