Fenômeno climático deve ser de curta duração, mas já impacta agricultura e energia no país
O fenômeno climático La Niña voltou a atuar sobre o Brasil em 2025, trazendo mudanças significativas nos padrões de chuva e temperatura. Apesar de estar classificado como fraco e de curta duração, os efeitos já são sentidos em diferentes regiões do país, com destaque para a estiagem no Sul e o aumento das chuvas no Norte e Nordeste.
Impactos regionais
- Sul do Brasil: A região enfrenta redução das chuvas e risco de estiagem, especialmente no Rio Grande do Sul. Agricultores relatam perdas em lavouras de milho e soja, além de dificuldades na pecuária devido à falta de pasto.
- Norte e Amazônia: O fenômeno intensifica as chuvas, aumentando o risco de enchentes e transbordamento de rios. Municípios ribeirinhos já registram alerta para deslizamentos e alagamentos.
- Nordeste: A expectativa é de chuvas acima da média, o que pode beneficiar áreas historicamente afetadas pela seca. No entanto, há preocupação com enchentes em zonas urbanas.
- Centro-Oeste e Sudeste: Os efeitos são mais variáveis. Chuvas tendem a ficar próximas da média, mas o calor permanece intenso, com temperaturas acima do normal.
De acordo com a NOAA e a Organização Meteorológica Mundial, o episódio de La Niña iniciado em outubro de 2025 deve se estender até o início de 2026, com previsão de neutralidade já no verão. A chance de enfraquecimento até fevereiro é de 55%, indicando que os impactos não devem se prolongar por todo o ano.
Consequências práticas
- Agricultura: produtores do Sul precisam se preparar para perdas devido à estiagem, enquanto Norte e Nordeste podem ter safra favorecida.
- Energia: maior volume de chuvas no Norte e Nordeste pode beneficiar a geração hidrelétrica, mas reservatórios do Sul podem sofrer.
- Sociedade: Defesa Civil alerta para riscos de enchentes e deslizamentos em áreas urbanas.
- Clima em Mato Grosso durante o La Niña
- Chuvas irregulares: o padrão típico do La Niña traz precipitações menos bem distribuídas no Centro-Oeste. Isso significa que algumas áreas podem ter excesso de chuva, enquanto outras enfrentam períodos secos.
- Temperaturas elevadas: há tendência de calor acima da média, com ondas de calor mais frequentes e noites quentes
- Verão 2025/2026: o fenômeno deve persistir até fevereiro/março, mas com intensidade fraca, reduzindo os riscos de extremos prolongados
Impactos na agricultura em MT
Em Mato Grosso, o La Niña não deve ser extremo, mas traz desafios para agricultura e energia devido às chuvas irregulares e ao calor acima da média. O fenômeno deve se dissipar até o fim do verão, mas até lá será importante acompanhar boletins meteorológicos e ajustar estratégias de produção e consumo.
- Soja e milho: chuvas irregulares podem atrapalhar o desenvolvimento das lavouras, exigindo maior atenção ao manejo da irrigação e ao calendário de plantio.
- Pecuária: períodos secos podem comprometer pastagens, aumentando custos de suplementação alimentar.
- Safra 2025/26: meteorologistas destacam que, mesmo fraco, o La Niña já provoca mudanças importantes no padrão de chuvas, exigindo adaptação dos produtores
Fonte: NOAA / Organização Meteorológica Mundial
