A troca no comando do Governo de Mato Grosso aconteceu nesta terça-feira (31), com direito a cerimônia na Assembleia Legislativa, discurso de continuidade e recado claro: o projeto segue. Mendes deixa o cargo para tentar uma vaga no Senado.

Pivetta assume com a missão de manter a engrenagem rodando, herda uma gestão com discurso de equilíbrio fiscal e entra já com peso político nas costas. Mas o que chamou atenção mesmo veio logo depois da posse. O primeiro ato fora do gabinete não foi reunião técnica, nem anúncio de medida emergencial. Foi festa. Uma comemoração de posse foi realizada no Allure Hall, em Cuiabá, reunindo lideranças, convidados e nomes do meio político. Evento grande, estrutura de alto padrão e clima de celebração.

E aí começa o debate. Enquanto o discurso oficial fala em responsabilidade, gestão e continuidade, o primeiro movimento simbólico do novo governador foi marcado por um evento de perfil mais ostentação do que contenção. Nos bastidores, a leitura é direta: política também se faz com gesto. E o gesto inicial já deu o tom.

Pivetta assume com histórico de gestor firme, com passagem por Lucas do Rio Verde e experiência no Executivo. Foi peça-chave na gestão Mendes e ajudou a sustentar o discurso de ajuste fiscal. Mas agora, sem o titular ao lado, o jogo muda. O cargo é dele. A caneta é dele. E a cobrança também.

Enquanto isso, o tabuleiro eleitoral começa a se mexer. A expectativa é que secretários deixem seus cargos para disputar as eleições, o que deve provocar uma dança nas cadeiras do governo. No fim, a posse marcou uma virada de página em grande estilo.