A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deve debater pedido de proibição do herbicida glifosato no controle das ervas daninhas em lavouras do estado de Mato Grosso.
O debate, segundo o membro Nelson Barbudo, deputado federal (PL), deve ser feito por conta de uma ação civil pública conjunta do Ministério Público que visa proibir o uso do herbicida no Estado.
Setores produtivos e políticos alegam que a medida causaria retrocessos econômicos e ambientais relevantes. O caso segue em tramitação.
*Tema em debate*
Em defesa do uso do glifosato, a mesa redonda visa reunir representantes do Ministro da Agricultura, da Anvisa, do Ibama, da Embrapa, da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), além de deputados Estaduais, prefeito de Cuiabá, vereadores de Sinop, membros dos Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso, do Empaer, Sema e Secretaria de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso.
Representantes do agropecuário também deverão expor justificativas para uso do herbicida. Na outra ponta, serão convidados a ouvir os argumentos apresentados integrantes do Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual.
Conforme Nelson Barbudo, os agricultores têm o aval da Anvisa, que concluiu pela manutenção do glifosato. “Uma retirada abrupta dos produtos à base de glifosato do mercado levaria a severas quebras de produção, retornando a índices de produtividade da década de 1980”, argumenta, acrescentando que caso sejam banidos os produtos à base de glifosato, parte dos produtores deve deixar de usar o plantio direto.
Já o Ministério Público aponta que o uso do glifosato causa riscos à saúde dos trabalhadores rurais.
