Nesta terça-feira (21), o Parlamento do Japão elegeu com 237 votos de 465 parlamentares para a conservadora Sanae Takaichi de 64 anos ser a primeira-ministra do país.

A líder do Partido Liberal-Democrata (PLD) se torna a primeira mulher a ocupar o cargo na história da política japonesa, substituindo higeru Ishiba, que foi forçado a renunciar após duas derrotas eleitorais.

Apesar da concorria eleição contar com veteranos homens, em um país que o machismo impera, Takaichi já afirmou que não irá pautar como prioridade agendas progressistas de igualdade de gênero ou diversidades e significa um fortalecimento da extrema direita.

Em entrevistas, Takaichi já afirmou que pretende ser a “dama de ferro japonesa”, em referência a ex-premiê britânica Margaret Tatcher. A japonesa afirmou que Tatcher é uma inspiração política.

A nova primeira-ministra do Japão também mantém laços com grupos que se inspiram na política anti-imigração do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.

A expectativa é que Takaichi mantenha uma política focada nos avanços militares e na revisão da constituição pacifista e aumento das políticas de incentivo econômico para possibilitar um crescimento e reverter a desaceleração vigente atualmente.

Ela já foi ministra dos Assuntos Internos e da Segurança Econômica e teve uma agenda fiscal expansionista, o que deve ser implementado novamente. Esse pacote econômico deve ser apresentado até dezembro.

Até o momento, duas mulheres foram nomeadas ministras: Katayama Satsuki, como ministra das Finanças, e a senadora Onoda Nozomi, como ministra de Estado para Segurança Econômica.

Apesar das políticas de austeridade, será díficil aprovar medidas. A nova primeira-ministra do Japão não foi aprovada no primeiro turno das eleições na casa legislativa e não uma coligação de partidos, ela está isolada apenas com a própria sigla.

Nova primeira-ministra do Japão é diferente das outras garotas

Avessa a debates de igualdade de gênero, Sanae Takaichi lutava por espaço dentro do Partido Liberal-Democrata (PLD), tendo se candidato a liderança da sigla outras duas vezes e perdido para homens.

Ela apoiou que fosse implementando apoio financeiro para a saúde das mulheres e ao tratamento de fertilidade como parte da política do PLD e ao reconhecer os sintomas da menopausa e defendeu a necessidade de educar os homens sobre a saúde feminina.

Takaichi se descreve como “workaholic” que prefere trabalhar em casa a sair para socializar, mas para costurar a eleição foi necessário crescer nos dotes sociais para reunir apoio suficiente. “Abandonarei a expressão ‘equilíbrio entre vida pessoal e profissional’. Trabalharei, trabalharei, trabalharei e trabalharei”, afirmou a nova primeira-ministra do Japão.