O caso, que gerou grande repercussão, está sendo investigado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso. A principal hipótese é que um erro administrativo na análise de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) tenha permitido a liberação indevida do réu, que já cumpria pena de 19 anos por outro homicídio.

Estefany foi encontrada morta em um córrego no bairro Três Barras, com sinais de violência e tentativa de ocultação do corpo. Marcos Pereira Soares, irmão da vítima, havia sido solto pouco antes, em circunstâncias que agora levantam sérias dúvidas sobre a segurança e a confiabilidade do sistema de execução penal. Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, não há indícios de falha técnica no sistema do Conselho Nacional de Justiça, mas sim de erro humano na verificação dos registros judiciais.

A família da jovem se manifestou com indignação diante da soltura e cobra explicações das autoridades. O Ministério Público acompanha o caso e deve se pronunciar após a conclusão da investigação. Juristas e especialistas apontam que falhas administrativas como essa comprometem a credibilidade da Justiça e reforçam a necessidade de maior rigor nos mecanismos de fiscalização.

Esse episódio reacende o debate sobre a responsabilidade do Estado em garantir que erros humanos não resultem em tragédias, como a que vitimou Estefany Pereira Soares.