Mato Grosso viu 47 mulheres assassinadas devido à violência de gênero, uma taxa de 2,5 casos por 100.000 habitantes. Isso coloca Mato Grosso no topo do ranking nacional, conforme informa o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O Brasil, como um todo, registrou um recorde de 1.492 feminicídios em 2024, o maior número desde que a lei que criminaliza o feminicídio entrou em vigor em 2015. Isso representa um aumento de 1% em relação a 2023, que teve 1.477 casos.
Ranking Nacional
- 1° Boa Vista-RR (132,7 )
- 2º Sorriso-MT (131,9)
- 3º Ariquemes-RO (122,5)
- 4º Vilhena-RO (108,7)
- 5º Porto Velho-RO (108,6)
- 6° Rio Branco-AC (106,7)
- 7° Tangará da Serra-MT (99,5)
- 8º Santana-AP (92,9)
- 9º Barcarena-PA (92,5)
- 10° Dourados-MS (90,9)
- 20° Sinop-MT(81,5)
- 43º Cuiabá- MT (63,7)
Depois de Mato Grosso, os estados com as maiores taxas de feminicídio são Mato Grosso do Sul (2,4%), Piauí (2,3%) e Roraima (2,0%). Por outro lado, Amapá (0,5%), Sergipe (0,8%) e Ceará (0,9%) registraram os menores percentuais.
Feminicídios seguidos de suicídio.
Mato Grosso também lidera, ao lado de Santa Catarina e Piauí, no número de feminicídios seguidos pelo suicídio do agressor, com oito casos desse tipo registrados no estado no ano passado.
Apesar das altas taxas gerais, Mato Grosso mostrou uma redução no número de vítimas que possuíam medidas protetivas, caindo de oito casos em 2023 para um único caso em 2024.
Perfil da vítima e locais de crime.
Segundo dados do Observatório Caliandra do Ministério Público de Mato Grosso, a maioria desses crimes, 24 ocorrências, ocorreu dentro das casas das vítimas. As principais faixas etárias das vítimas foram entre 18 e 24 anos e entre 35 e 39 anos.
Esses feminicídios tiveram consequências familiares devastadoras, deixando 49 crianças e adolescentes órfãos em Mato Grosso durante 2024. Até julho de 2025, o estado já registrou 30 casos de feminicídio.
A 19ª edição do Anuário também apresentou dados sobre nove tipos de violência contra a mulher, incluindo homicídio e feminicídio (completados e tentados), lesões corporais intencionais no contexto da violência doméstica, ameaças, perseguição, violência psicológica e, pela primeira vez, o descumprimento de medidas protetivas urgentes.
A 19ª edição do Anuário também apresentou dados sobre nove tipos de violência contra a mulher; incluindo Homicídio e feminicídio (consumado e tentado); Lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica; Ameaça; Perseguição (stalking); Violência psicológica e pela primeira vez, o descumprimento de Medida Protetiva de Urgência.
