Não é novidade que um dos motivos pelo qual os preços de carros no Brasil são altos é a tributação.
A consultoria BDO fez um levantamento recentemente, mostrando que entre os veículos mais vendidos no país, os impostos podem representar até 44,78% do valor.
Sabemos que, em nenhum país ao redor do mundo, há imposto zero sobre os carros, e por isso essa possibilidade nem chega a ser cogitada. Porém, é interessante pensar por um momento sobre qual seria o valor dos carros no país se o percentual máximo de impostos sobre o valor total deixasse de ser cobrado (os 48,6%).
Confira embaixo uma tabela, levando em conta os modelos de entrada de cada carro, e sem o desconto sugerido pelo Governo Federal, que não está mais em vigor:
10 carros mais vendidos do Brasil sem impostos
| Modelo | Preço com Imposto | Preço sem Imposto (-48,6%) |
| Chevrolet Onix | R$ 84.390 | R$ 43.376,46 |
| Volkswagen Polo | R$ 82.290 | R$ 42.297,06 |
| Chevrolet Onix Plus | R$ 96.390 | R$ 49.544,46 |
| Hyundai HB20 | R$ 82.290 | R$ 42.297,06 |
| Volkswagen T-Cross | R$ 116.550 | R$ 59.906,7 |
| Fiat Argo | R$ 79.790 | R$ 41.012,06 |
| Fiat Mobi | R$ 68.990 | R$ 35.460,86 |
| Jeep Compass | R$ 176.790 | R$ 90.870,06 |
| Hyundai Creta (Nova geração) | R$ 130.990 | R$ 67.328,86 |
| Chevrolet Tracker | R$ 127.690 | R$ 65.632,66 |
Brasil possui impostos agressivos, além de ter um sistema tributário dos mais confusos. Outros países contam com cobranças mais simples e direcionadas, fazendo com que as alíquotas sejam bem menores.
Nos Estados Unidos, por exemplo, os impostos sobre carros podem ser de 6% a 7,5%. Já os países vizinhos, como Chile e Argentina, oferecem um percentual de 19% e 21%, respectivamente – um valor que representa menos da metade do Brasil.
Além disso, o site britânico ScrapCarComparison fez um levantamento que mostrou que o Brasil é um dos países mais caros para ter e manter um carro, ocupando o 5º lugar. Por aqui, o brasileiro precisa de 441,89% do salário médio anual para manter seu carro. Em contrapartida, o país mais “barato” é a Austrália.
Na terra do canguru, o cidadão desembolsa, em média, 49% do seu salário médio anual para comprar um carro. Já a Dinamarca, que ficou em terceiro lugar após os Estados Unidos, requer 60,34% do salário médio anual para que o cidadão consiga manter seu automóvel.
Redação com Olhar Digital
