A vereadora Eliza Virgínia (PP), de João Pessoa, entrou no radar da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) como possível candidata a vice-presidente nas eleições de 2026. O nome dela vem sendo avaliado por aliados do senador como uma alternativa capaz de reforçar a pauta conservadora e ampliar a presença da chapa no Nordeste, região estratégica para qualquer disputa nacional.

Eliza Virgínia é conhecida por sua atuação em defesa de pautas ligadas à família e aos valores cristãos, além de manter forte ligação com o eleitorado evangélico. Sua eventual escolha como vice seria vista como um movimento para atrair esse segmento e, ao mesmo tempo, dar maior representatividade feminina à candidatura de Flávio Bolsonaro.

A possibilidade de uma vereadora nordestina compor a chapa presidencial também sinaliza uma tentativa de reduzir a distância histórica da família Bolsonaro com o eleitorado da região. Internamente, a inclusão de nomes do Progressistas na lista de cotados mostra articulação entre partidos da direita e centro-direita, o que pode influenciar futuras alianças.

Embora ainda não haja definição oficial, a presença de Eliza Virgínia entre os nomes cogitados já gera repercussão política e abre espaço para debates sobre a estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro. A escolha do vice deve ser decisiva para consolidar apoios e ampliar o alcance da candidatura em um cenário marcado por disputas intensas e pela busca de novos arranjos partidários.

A movimentação também pressiona a senadora Tereza Cristina, ainda tratada como principal aposta. Um encontro entre os dois deve acontecer nos próximos dias durante a Expo Grande, em Campo Grande.

Nos bastidores, a definição do vice virou peça-chave para consolidar apoio da federação entre União Brasil e PP. O ex-ministro Ciro Nogueira sinaliza disposição para negociar, enquanto Antonio Rueda mantém cautela diante do avanço do PL.

Outros nomes também circulam, como Clarissa Tércio e Simone Marquetto. Ainda assim, a presença de um nome nordestino segue sendo vista como ativo estratégico.

No cenário estadual, o movimento ganha um componente adicional: o PT da Paraíba decidiu apoiar a candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo do Estado, que também é filiado ao PP.

Mesmo com novas opções, a prioridade segue sendo Tereza Cristina. Eliza Virgínia, porém, já aparece como uma das principais alternativas dentro do partido.