A transformação digital das empresas brasileiras entrou em uma nova fase. Pela primeira vez, a inteligência artificial (IA) aparece como um divisor de águas no processo de amadurecimento tecnológico das organizações. É o que revela o Panorama Mindset Digital 2026, estudo conduzido pelo Brivia Group, que aponta um cenário de transição: as empresas já superaram a etapa de digitalização de processos, mas ainda enfrentam desafios para usar a IA de forma estratégica.
O levantamento, considerado uma das principais referências nacionais sobre maturidade digital, avalia o grau de prontidão tecnológica de companhias de diversos setores da economia. A edição mais recente do estudo introduziu um novo pilar de análise — “Inteligência Artificial e Gestão Eficiente” — que mede como os algoritmos estão sendo incorporados à operação, à tomada de decisão e à experiência do cliente.
Segundo o diagnóstico, o Brasil vive um momento de sensibilização: as empresas reconhecem o potencial da IA, mas poucas conseguiram transformar esse reconhecimento em ganhos operacionais concretos. A constatação repete o cenário observado na edição anterior da pesquisa, realizada em 2025 no Rio Grande do Sul, quando a maioria das companhias admitiu ter projetos de automação ainda isolados e desconectados das áreas de negócio.
Para chegar aos resultados, o Brivia Group utilizou sua metodologia proprietária, o BXM (Brand Experience Management), que mede a maturidade digital em sete dimensões: centralidade no cliente, cultura digital, digitalização, aprendizado orientado por dados, oferta responsiva, propósito e comunidade — além do novo eixo de IA.
O estudo também analisa o ritmo de adoção de modelos de gestão orientados por dados e a capacidade das lideranças de reconfigurar processos para competir em um ambiente onde automação, atendimento digital e algoritmos já moldam a experiência de consumo.
Para o CEO do Brivia Group, Marcio Coelho, a IA deixou de ser apenas uma promessa de inovação e passou a ser um verdadeiro ativo competitivo. “O cenário mostra que a IA já é um indicador de maturidade. O desafio agora é sair da fase da curiosidade e usar os dados para gerar valor real”, afirma.
Empresas que conseguem integrar automação, cultura digital e clareza estratégica tendem a crescer mais rápido — e a depender menos de modismos tecnológicos. A mensagem do estudo é clara: a inteligência artificial não é mais uma tendência futura, mas uma exigência presente para quem deseja se manter competitivo.
