Há quatro décadas, milhares de fãs se reuniam em Porto Alegre para se despedir de Teixeirinha. O cantor e cineasta morreu em casa, vítima de complicações de um câncer, aos 58 anos. O velório e o enterro foram marcados por uma comoção popular rara, com filas de admiradores que queriam prestar a última homenagem ao artista que transformou a música regional em fenômeno nacional.

O “Rei do Disco”

Teixeirinha nasceu em Rolante (RS), em 1927, e construiu uma carreira marcada por recordes. Foi apelidado de “Rei do Disco” por vender milhões de cópias em uma época em que a música regional raramente alcançava tamanha projeção. Entre suas composições mais famosas estão “Coração de Luto”, que narra a perda da mãe, “Querência Amada”, considerada um hino do Rio Grande do Sul, e “Tordilho Negro”, eternizada em bailes e rádios.

Cinema e popularidade

Além da música, Teixeirinha também brilhou nas telas. Atuou e produziu 12 filmes, que lotaram cinemas e ajudaram a consolidar sua imagem como artista multifacetado. Sua parceria com a atriz Mary Terezinha marcou época e levou multidões às salas de exibição.

Legado vivo

Quarenta anos após sua morte, Teixeirinha continua sendo referência cultural. Suas músicas seguem tocando em rádios, festivais e encontros tradicionalistas. Para muitos, ele foi responsável por dar voz à identidade gaúcha e por mostrar ao Brasil a força da música regional.

Teixeirinha morreu em casa, na Avenida Oscar Pereira, em Porto Alegre, na noite de 4 de dezembro de 1985.

O velório e o enterro reuniram milhares de fãs, em uma das maiores despedidas já vistas na capital gaúcha.

A causa oficial foi parada cardíaca, mas ele já lutava contra um câncer nas glândulas linfáticas.

Linha do tempo da carreira

  • 1959: Lança “Coração de Luto”, que se torna seu maior sucesso.
  • 1960-1970: Consolida-se como o “Rei do Disco”, com vendas milionárias.
  • 1967: Estreia no cinema com “Coração de Luto”.
  • 1970-1980: Produz e atua em mais de uma dezena de filmes.
  • 1985: Morre em Porto Alegre, deixando um legado imortal.

Legado vivo

Quarenta anos após sua morte, Teixeirinha continua sendo referência cultural. Suas músicas seguem tocando em rádios, festivais e encontros tradicionalistas. Para muitos, ele foi responsável por dar voz à identidade gaúcha e por mostrar ao Brasil a força da música regional.