Entidade internacional alertou recentemente para 1,4 milhão de toneladas de resíduos inseridos na cadeia de sucata europeia. No Brasil, a Circular Brain já processa 54 mil toneladas por ano com tecnologia própria e inédita no mercado.

WEEE Forummaior associação internacional focada na responsabilidade para fabricantes de eletrônicos no mundo, publicou no dia 31 de março um documento com recomendações para enfrentar um problema estrutural na gestão de resíduos eletroeletrônicos (REEE): equipamentos que entram em fluxos de sucata metálica sem rastreabilidade ou tratamento adequado. A solução para o problema já existe no Brasil desde 2021.

Segundo estimativas citadas no documento, anualmente 1,4 milhão de toneladas de resíduos eletroeletrônicos são descartadas misturadas à sucata metálica na Europa, sem serem declaradas. No Reino Unido, o volume indicado pela associação cresceu de 215 mil toneladas em 2017 para 349 mil em 2021, acompanhando a alta nos preços de metais ferrosos.
 

No Brasil, a Circular Brain, empresa de tecnologia para operacionalização da logística reversa de eletroeletrônicos, já enfrenta esse desafio desde 2021. A empresa de tecnologia desenvolveu processos de triagem, identificação e rastreamento de resíduos eletroeletrônicos, incluindo fluxos de sucata metálica, que permitem separar e transferir esses materiais para operadores certificados e com registro rastreável e auditável de cada etapa.

Em 2024, a Plataforma Circulare processou mais de 54 mil toneladas de resíduos, conectando 38 operadores e recicladores em todo o Brasil. A empresa está presente em todos os municípios do país com pontos de coleta.

“O documento do WEEE Forum descreve, com dados europeus, um problema estrutural que identificamos aqui no Brasil desde o início da nossa operação. Equipamentos eletrônicos entram em fluxos de sucata porque são materiais ricos em metais. Por isso, criamos em 2021 uma tecnologia inédita para triagem e rastreamento de toda cadeia, que mapeia com os dados necessários para aferir com credibilidade a política de logística reversa no país”, explica Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain.

A Circular Brain também opera com tecnologia de visão computacional com inteligência artificial para identificar equipamentos eletroeletrônicos em imagens de campo, ampliando a capacidade de reconhecimento de materiais em cargas mistas que frequentemente passam despercebidos na triagem manual.

“Quando uma organização com mais de 50 entidades de responsabilidade compartilhada divulga recomendações que apontam para a rastreabilidade, separação obrigatória e certificação de operadores, isso não é só tendência. É o direcionamento de boas práticas e indica que o mercado global está chegando a um consenso. Mostra também que o Brasil precisa consolidar suas regulações”, diz Oliveira.

Além dos dados, o documento divulgado pelo WEEE Forum traz algumas recomendações, como a separação obrigatória de resíduos eletroeletrônicos em instalações de sucata metálica, o reporte de volumes por operadores, certificação de profissionais e a proibição de transações em dinheiro em ferros-velhos.

Sobre a Circular Brain

A Circular Brain (CB) é pioneira na construção de soluções tecnológicas que tornam a economia circular possível em escala, ajudando empresas de diversos setores (indústrias, varejistas e outros) a responderem com maior competitividade aos desafios ambientais, regulatórios e operacionais do presente e do futuro. Por meio de uma tecnologia proprietária e única no mercado, a empresa conecta todas as partes da cadeia de reciclagem de eletrônicos, incluindo fabricantes e varejistas, recicladores e consumidores finais, por meio da plataforma do ecossistema Circulare, que rastreia de ponta a ponta os resíduos processados em toda a cadeia logística. Hoje, a empresa possui mais de 17 mil pontos de coleta em mais de 5.500 municípios e parceria com mais de 65 recicladores cadastrados na rede. Com esta capilaridade nacional, o ecossistema Circulare oferece programas individuais de logística reversa para fabricantes e importadores de produtos eletrônicos, garantindo a conformidade ambiental.

Assessoria de Imprensa – Ecomunica