O Brasil voltou a figurar entre os países com maior número de casos de hanseníase no mundo. Segundo dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram 22.129 novos registros em 2024, mantendo o país como o segundo maior foco global da doença, atrás apenas da Índia.

Em Mato Grosso, a situação é ainda mais grave. O estado contabilizou 4.674 novos casos no último ano, número que coloca a região em condição de hiperendemia — quando a taxa de detecção ultrapassa 40 casos por 100 mil habitantes.

“A hanseníase continua sendo um desafio de saúde pública. O diagnóstico tardio e o estigma social contribuem para a manutenção da transmissão”, afirma a médica infectologista Maria Helena Souza, da Universidade Federal de Mato Grosso.

Faixa etária mais afetada: Adultos entre 30 e 59 anos concentram grande parte das notificações, mas há registros em todas as idades, inclusive em crianças.da atenção primária e da vigilância epidemiológica é essencial para conter a expansão.

Estigma e atraso no diagnóstico: Muitas pessoas demoram a procurar atendimento por medo ou desconhecimento, o que aumenta a transmissão.

O que a população deve saber

  • Tratamento é gratuito e eficaz: disponível em todas as unidades do SUS.
  • Sinais de alerta: manchas na pele com perda de sensibilidade, formigamento ou fraqueza muscular.
  • Prevenção: diagnóstico precoce interrompe a transmissão e evita sequelas.
  • Brasil, Índia e Indonésia concentram quase 80% dos casos mundiais. A OMS alerta que, sem políticas de vigilância contínua e campanhas de informação, a doença pode voltar a crescer em escala ainda maior.

Brasil, Índia e Indonésia concentram quase 80% dos casos mundiais. A OMS alerta que, sem políticas de vigilância contínua e campanhas de informação, a doença pode voltar a crescer em escala ainda maior.